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Um partido à altura do povo brasileiro

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O PSOL realizará seu 5º Congresso Nacional no início de dezembro. Congressos partidários são eventos nos quais organizações políticas se voltam para dentro, para a resolução de questões internas, de funcionamento e de orientação política.

Mas nosso Congresso realiza-se num momento particularmente turbulento da vida nacional e extremamente tenso no mundo.

Internamente, o governo Dilma Rousseff decidiu romper com aqueles que a elegeram. Dá curso a um dos ajustes fiscais mais duros da história republicana. Seus efeitos econômicos são conhecidos. Mas suas decorrências políticas estão à luz do dia: perda de autoridade presidencial, carência de rumos e uma crise que ganha contornos de sério solavanco institucional.

Nossa intenção é que este não seja um Congresso que fale para o público interno, mas que dialogue com as forças democráticas e populares da sociedade brasileira

No plano externo, a potencialidade destruidora do projeto neoliberal se mostra por inteiro no garrote vil aplicado pela União Europeia sobre a Grécia.

Assim, nossa intenção é que este não seja um Congresso que fale para o público interno, mas que dialogue com as forças democráticas e populares da sociedade brasileira, em busca de alternativas ao desastre que se desenha no horizonte.

São os seguintes nossos desafios.

CHAMAMENTO – Nosso primeiro desafio é realizar um chamamento às centenas – talvez milhares – de sinceros e dedicados ativistas dos movimentos sociais do Brasil.

São pessoas que ajudaram a construir e que acreditaram no projeto petista e que a manutenção da política econômica conservadora era tolerável, contanto que pequenos avanços fossem conseguidos.

Os escândalos de corrupção recorrentes, as alianças com setores conservadores para governar e o agravamento da crise colocaram por terra esse sonho. A casa caiu e essas pessoas podem se tornar desencantadas com qualquer projeto de mudança social. Mas podem também ajudar a reconstruir esse desejo coletivo conosco.

Também devem fazer parte dessa reconstrução os atores sociais que têm surgido construindo novas formas de luta e expressão social, em especial a partir de junho de 2013. Somar forças de forma mais orgânica a esses também é um desafio do PSOL.

AJUSTE – O segundo desafio é enfrentar o ajuste fiscal e o avanço conservador. São dois lados de um mesmo fenômeno. O ajuste é a manutenção da política econômica de 12 anos em seu viés mais duro e seco. O avanço conservador foi viabilizado pela não disputa de corações e mentes para uma alternativa popular durante o ciclo petista e pela crise política do governo Dilma. Isso permitiu a imposição no Congresso Nacional de uma pauta reacionária. A combinação destas duas faces da mesma moeda leva a significativas perdas de direitos sociais.

Toda a energia partidária deve estar destinada a impedir o retrocesso implementado pela reforma política em debate no Congresso 

MORDAÇA – O terceiro desafio é não permitir que a possibilidade de construção de uma alternativa de esquerda seja calada. Toda a energia partidária deve estar destinada a impedir o retrocesso implementado pela reforma política em debate no Congresso. Criam-se cláusulas de barreira, constitucionaliza-se a farra do financiamento empresarial e elitizam-se as campanhas eleitorais. É uma clara tentativa de impedir que o PSOL ocupe o vácuo à esquerda deixado pela crise petista, abrindo caminho para crescimento das legendas conservadoras.

PARTIDO – O quarto desafio é ter um partido. É óbvio que depois de dez anos o PSOL é reconhecido por parte significativa dos lutadores e ativistas sociais. Mas é verdade também que ainda funcionamos como se fossemos uma federação de pequenos grupos, especialmente no movimento social. E é fato também que consumimos tempo demasiado na luta pelo pequeno aparelho que somos, por vezes de forma fratricida. Solidariedade interna ainda é um objetivo a ser perseguido. Respeito às decisões das instâncias partidárias também.

CRESCIMENTO – Queremos unir o partido para enfrentar esses desafios. Queremos aprofundar a estabilidade alcançada nos últimos dois anos, que permitiu uma transição de candidatura presidencial sem traumas, uma campanha unitária e a conquista de avanços político-eleitorais, tanto nacionalmente quanto nos estados. O PSOL cresceu muito nas eleições de 2014. Passamos de agremiação periférica a ator relevante na vida nacional. Por isso, a unidade não deve ser construída contra outros setores, em bases pouco sólidas e por vezes artificiais. O que foi feito, defendido e praticado nos últimos anos deve presidir os alinhamentos internos.

COMPROMISSO – Por fim, a conjuntura exige do partido que realize um 5º Congresso qualitativamente distinto e superior do anterior. Nossa tarefa principal daqui até dezembro não é apenas disputar as direções, mesmo que isso faça parte do jogo democrático.

É, sem sombra de dúvida, dar um salto de qualidade na nossa capacidade de interagir, na luta cotidiana, com os desejos e aspirações dos que querem construir uma saída pela esquerda para a crise econômica e política que consome o Brasil.

ESSE É O NOSSO COMPROMISSO COM O POVO BRASILEIRO!


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